Aquele friozinho gostoso das manhãs de junho e a luz leve do sol na vegetação tão verde, trazendo aquele bem-estar.
Mas ainda me sentia entristecida, por isso resolvi caminhar sem compromisso, tentando colocar a cabeça e o coração em ordem. Na verdade buscava uma certa paz de espírito, pois andava me sentindo confusa com algumas coisas.
Fui caminhando, sentindo o vento no rosto, tirando algumas coisas lá do íntimo e trazendo à presença do Pai, tentando chegar a algum acordo quanto a todas essas inquietações que me torturavam há alguns dias. O coração andava pesado, a mente desordenada...
Foi quando senti um perfume!
Foi quando senti um perfume!
Já havia sentido um cheiro semelhante, mas aquele era ainda mais intenso e gostoso.
Percebi que vinha de alguma planta ali ao redor, mas olhei e não vi espécie alguma que pudesse ser o que eu procurava.
Pensei, com o nariz pra cima e respirando fundo a cada nome que vinha na mente, nomes que eu ouvia meu avô falar...
Jasmim?
Dama-da-noite?
Não! Esses cheiros eu conhecia bem! Dama-da-noite era o cheiro, na memória, da casa da minha bisavó.
Gardênia! Sim... ou não!
Manacá-de-cheiro?
Madressilva?
Nunca saberia.
Continuei (per)seguindo o cheiro.
Foi então que resolvi chegar perto de uma moita cheia de plantinhas diferentes.
Foi então que resolvi chegar perto de uma moita cheia de plantinhas diferentes.
Senti o perfume de forma mais intensa e remexi. Foi quando encontrei um raminho... UM RAMINHO com uma pequenina flor, escondida no meio daquela moita. E era daquele raminho que vinha aquele perfume maravilhoso e intenso.
Meu Pai, de novo, se comunicava de forma tão bonita comigo... era um raminho, era uma flor pequenina e escondida, mas tinha um perfume que conseguia chamar a atenção de quem passava distraído por ali.
Me retraí na minha pequenez, mas inundada por uma paz e um aconchego sem fim!
Meu Pai, de novo, se comunicava de forma tão bonita comigo... era um raminho, era uma flor pequenina e escondida, mas tinha um perfume que conseguia chamar a atenção de quem passava distraído por ali.
Me retraí na minha pequenez, mas inundada por uma paz e um aconchego sem fim!
Naquele momento, mais uma vez, entendi que não era preciso grandeza, magnitude. Naquele momento percebi que bastava exalar o bom perfume de Cristo...
Nunca saberei o nome da flor, mas daquele perfume nunca vou me esquecer!
Nunca saberei o nome da flor, mas daquele perfume nunca vou me esquecer!
"Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo..."
(2 Coríntios 2:15a)
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